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segunda-feira, 9 de julho de 2012

A novela no Brasil - parte IV


A década de 2000 iniciou bombástica na Globo, com o sucesso de Laços de Família, de Manoel Carlos, no horário nobre, trazendo a história de uma mãe que abdica de um grande amor em nome da felicidade de sua filha, que mais tarde comove o país ao descobrir que tem leucemia e ser obrigada a raspar a cabeça em uma cena que jamais saiu da lembrança de quem assistiu o drama vivido por Camila (Carolina Dieckmann). Na faixa das 18h, era só risada com a comédia romântica O Cravo e a Rosa (Walcyr Carrasco), trazendo as peripécias de amor e ódio vividas pela feminista Catarina (Adriana Esteves) e pelo machista Petruchio (Eduardo Moscovis). Outro casal chegaria em 2001 para viver um romance impossível que jamais seria esquecido pelo público: dessa vez era Glória Perez mesclando clonagem, cultura islâmica, paixão e dependência química em um clássico da nossa dramaturgia, O Clone, narrativa conduzida pelo romance de Jade e Lucas, vividos respectivamente por Giovanna Antonelli e Murilo Benício. A vampiro mania voltou a ser uma realidade nos lares brasileiros em 2002 com O Beijo do Vampiro (Antônio Calmon), espécie de continuação do sucesso Vamp, que fazia 'aniversário' de 10 anos de estreia.

Laços de Família

O Cravo e a Rosa

O Clone

O Beijo do Vampiro

Em 2003, o público acompanhou a inesquecível história de Ana Francisca (Mariana Ximenes), o patinho feio que se transforma em um cisne e volta para se vingar de todos que lhe humilharam no passado, em Chocolate com Pimenta, consagrando Walcyr Carrasco como um dos maiores nomes da Globo. No horário nobre, Manoel Carlos aborda temas polêmicos como dependência química, homossexualidade, violência doméstica, ciúme doentio e bala perdida em Mulheres Apaixonadas e Gilberto Braga para o país com mais um sucesso: Celebridade, abordando o mundo de estrelas e jornalistas, tendo como fio condutor a rivalidade entre a empresária Maria Clara (Malu Mader) e a invejosa Laura (Cláudia Abreu). A trama teve seu auge quando a mocinha tranca a vilã em um banheiro e lhe dá uma bela surra, lavando a alma dos telespectadores indignados com as maldades de Laura. Em 2004, o público se emociona as 18h com a nova versão do romance de Zuca e Luís, em Cabocla (Benedito Ruy Barbosa), acompanha a comédia romântica Da Cor do Pecado, que traz um novo talento para a Globo: João Emanuel Carneiro, e também Taís Araújo como primeira protagonista negra da emissora.

Chocolate com Pimenta

Mulheres Apaixonadas

Celebridade

Cabocla

Da Cor do Pecado

Mas é para o horário nobre que o público volta suas atenções com o drama da nordestina Maria do Carmo (Suzana Vieira), mulher batalhadora que luta por 20 anos para reencontrar a filha Lindalva (Carolina Dieckmann), sequestrada ainda bebê pela psicótica garota de programa Nazaré (Renata Sorrah), vilã que arrebatou o coração dos brasileiros com suas tiradas cômicas e seus surtos, que iam desde ameaçar pessoas com tesouras até empurrar personagens escada abaixo. A Globo ainda produziu o fenômeno Alma Gêmea, de Walcyr Carrasco, falando sobre o amor eterno entre Rafael (Eduardo Moscovis) e Serena (Priscila Fantin), que é assassinada mas reencarna na mesma noite e volta para viver seu amor interrompido com o rapaz. No final da história, os protagonistas morrem, emocionando todo o país. Sílvio de Abreu ainda viria a surpreender no horário nobre com outro romance policial, dessa vez Belíssima, apostando em Fernanda Montenegro como uma vilã rica e poderosa que termina a história impune em um luxuoso apartamento em Paris. E em 2006, na faixa das 19h, João Emanuel Carneiro volta a divertir e emocionar o Brasil com mais uma comédia romântica de sucesso, que eterniza Lázaro Ramos como o malandro Foguinho, pobretão que por um erro de leitura de testamento, herda uma enorme fortuna.

Senhora do Destino

Alma Gêmea

Belíssima

Cobras & Lagartos

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