A década de 2000 iniciou bombástica
na Globo, com o sucesso de Laços de
Família, de Manoel Carlos, no horário nobre, trazendo a história de uma mãe
que abdica de um grande amor em nome da felicidade de sua filha, que mais tarde
comove o país ao descobrir que tem leucemia e ser obrigada a raspar a cabeça em
uma cena que jamais saiu da lembrança de quem assistiu o drama vivido por
Camila (Carolina Dieckmann). Na faixa das 18h, era só risada com a comédia
romântica O Cravo e a Rosa (Walcyr
Carrasco), trazendo as peripécias de amor e ódio vividas pela feminista
Catarina (Adriana Esteves) e pelo machista Petruchio (Eduardo Moscovis). Outro
casal chegaria em 2001 para viver um romance impossível que jamais seria
esquecido pelo público: dessa vez era Glória Perez mesclando clonagem, cultura
islâmica, paixão e dependência química em um clássico da nossa dramaturgia, O Clone, narrativa conduzida pelo
romance de Jade e Lucas, vividos respectivamente por Giovanna Antonelli e
Murilo Benício. A vampiro mania voltou a ser uma realidade nos lares brasileiros
em 2002 com O Beijo do Vampiro (Antônio
Calmon), espécie de continuação do sucesso Vamp, que fazia 'aniversário' de 10 anos de estreia.
Laços de Família
O Cravo e a Rosa
O Clone
O Beijo do Vampiro
Em 2003, o público acompanhou a inesquecível história de Ana Francisca (Mariana
Ximenes), o patinho feio que se transforma em um cisne e volta para se vingar
de todos que lhe humilharam no passado, em Chocolate
com Pimenta, consagrando Walcyr Carrasco como um dos maiores nomes da
Globo. No horário nobre, Manoel Carlos aborda temas polêmicos como dependência
química, homossexualidade, violência doméstica, ciúme doentio e bala perdida em
Mulheres Apaixonadas e Gilberto Braga
para o país com mais um sucesso: Celebridade,
abordando o mundo de estrelas e jornalistas, tendo como fio condutor a
rivalidade entre a empresária Maria Clara (Malu Mader) e a invejosa Laura (Cláudia
Abreu). A trama teve seu auge quando a mocinha tranca a vilã em um banheiro e
lhe dá uma bela surra, lavando a alma dos telespectadores indignados com as
maldades de Laura. Em 2004, o público se emociona as 18h com a nova versão do
romance de Zuca e Luís, em Cabocla (Benedito
Ruy Barbosa), acompanha a comédia romântica Da
Cor do Pecado, que traz um novo talento para a Globo: João Emanuel
Carneiro, e também Taís Araújo como primeira protagonista negra da emissora.
Chocolate com Pimenta
Mulheres Apaixonadas
Celebridade
Cabocla
Da Cor do Pecado
Mas é para o horário nobre que o público volta suas atenções com o drama da
nordestina Maria do Carmo (Suzana Vieira), mulher batalhadora que luta por 20
anos para reencontrar a filha Lindalva (Carolina Dieckmann), sequestrada ainda
bebê pela psicótica garota de programa Nazaré (Renata Sorrah), vilã que
arrebatou o coração dos brasileiros com suas tiradas cômicas e seus surtos, que
iam desde ameaçar pessoas com tesouras até empurrar personagens escada abaixo.
A Globo ainda produziu o fenômeno Alma
Gêmea, de Walcyr Carrasco, falando sobre o amor eterno entre Rafael
(Eduardo Moscovis) e Serena (Priscila Fantin), que é assassinada mas reencarna
na mesma noite e volta para viver seu amor interrompido com o rapaz. No final
da história, os protagonistas morrem, emocionando todo o país. Sílvio de Abreu ainda
viria a surpreender no horário nobre com outro romance policial, dessa vez Belíssima, apostando em Fernanda
Montenegro como uma vilã rica e poderosa que termina a história impune em um
luxuoso apartamento em Paris. E em 2006, na faixa das 19h, João Emanuel Carneiro volta a divertir e emocionar o Brasil com mais uma comédia romântica de sucesso, que eterniza Lázaro Ramos como o malandro Foguinho, pobretão que por um erro de leitura de testamento, herda uma enorme fortuna.
Senhora do Destino
Alma Gêmea
Belíssima
Cobras & Lagartos













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